terça-feira, 16 de agosto de 2011

Situação e oposição de Palestina mantém sigilo sobre candidatos para prefeito em 2012



O PSC disputará cargo ao executivo, mas ainda não divulga nomes, e  Nandão e Celinho ainda não firmaram com situação e nem com a oposição


(TEXTO DE ABERTURA PUBLICADO NO SITE 
WWW.JORNALDAREGIAO.PALESTINA.COM BR)
Enquanto a maioria dos municípios do país começam a articular a formação de chapas para as disputas das eleições municipais do próximo ano, citando inclusive os nomes mais cotados, e também os já confirmados, em Palestina os políticos do grupo do prefeito Nicanor Nogueira Branco (PTB) e o também os do chamado ‘grupão’ oposicionista, formado até agora por cinco partidos, adotam a estratégia do silêncio, articulando possíveis formações de chapas por trás de uma cortina de fumaça.
O Partido Social Cristão (PSC), recentemente reestruturado na cidade, antecipa que deverá concorrer o pleito com candidatos ao executivo, também, sem mencionar os nomes dos possíveis cabeças de chapa. “Estamos articulando uma frente partidária com, no mínimo, três partidos, e o candidato a prefeito ainda não está filiado ao grupo, muito embora a medida parece ser uma questão de tempo, até que o grupo se fortaleça e apresente, de forma organizada, os nomes dos candidatos”, informou Serginho Roncolato, presidente da legenda.
Marreco será mesmo o candidato a vice de Nicanor, novamente? E a oposição, liderada pelo presidente do PSDB, Reinado Cunha, ex-PSB e derrotado a prefeito em 2008. Será ele o candidato principal, diante da pretensão de José dos Reis (Sindicato) e Gisele Paschoeto (Amertp)? Ou será que a oposição vai lançar a 'chapa renovação total', descartando Siderlei (PT), Reinaldo (PSDB), Vandelho (PDT), Némerson (PMDB) para tentar inovação com Marcão do Banespa e Lê do Posto Ipiranga? Nandão (PP) e Celinho (PPS) correm por fora aparentemente 'neutros', assim como o PSC, que não assumiu compromisso com nenhuma facção e quer lançar candidatos de forma independente. Vale a pena conferir:

Confira a matéria completa sobre o quadro político local:


NICANOR E MARRECO?
Nem mesmo o prefeito petebista, Nicanor Nogueira Branco, que tem o apoio do PR, de seu vice Marreco (Francisco Gonçalves Filho), o PV, de Bananinha (Sidval Storti), e o DEM (Sebastião Alves Garcia), anuncia se é ou não candidato à reeleição, embora todos os políticos e líderes partidários da cidade saibam que isso é dado como certo. O que não é certeza ainda é se Marreco continuará ou não na condição de vice, já que há especulações de que o grupo do prefeito pretende reforçar a coligação com outros partidos.
E é voz corrente em Palestina que não está descartada  a possibilidade de o prefeito formar sua chapa algum candidato diferente, tipo um vereador atual ou do passado, ou alguém que nunca foi às urnas para cargos eletivos. Também ninguém nega que a situação possa fechar com partidos tradicionais, como o PP (do presidente Francisco Carlos de Sousa , o jornalista e ex-vereador Frango), que tem o ex-vice-prefeito e vereador Nandão (Fernando Semedo), como nome forte do primeiro escalão do partido, além do PPS de Célio Albino, também ex-vice-prefeito e vereador, atualmente atuando como assessor jurídico da Câmara Municipal, que tem Ceciliano Caldas, do partido do vice-prefeito Marreco (PR), no cargo de presidente até o final do próximo ano, inclusive no período eleitoral.

INOVAÇÃO NA SITUAÇÃO

O Jornal da Região vasculhou os bastidores políticos do município e apurou que, em caso de inovação, no grupo do prefeito, para candidato a vereador ou até vice-prefeito, constam pelo menos dois nomes fortes: Leandro (Lê) Campanha, filho do ex-prefeito Sirval Campanha (1983/1988), que é filiado ao próprio PTB, do presidente Antonio Domingos Amêndola, e o médico Carlos Alberto Nacarato.
Lê Campanha confirmou à nossa reportagem que não pretende disputar nenhum cargo eletivo no ano que vem. A mesma coisa pode-se dizer do diretor clínico do Posto de Saúde local, Nacarato, que afirma não ser político e que apóia sua companheira Cleonice Alves Gomes, a Baiana do PP (vereadora pelo quarto mandato). Ceciliano Caldas, presidente do Legislativo, e Gilmar Munhoz, chefe do Departamento de Saúde, são outros nomes mencionados como pretendentes no mínimo ao cargo de vice de Nicanor. Se isso não ocorrer, certamente eles retornam às urnas ao Legislativo, onde um ganhou e o outro foi derrotado para vereador em 2008.

INOVAÇÃO NA OPOSIÇÃO
O ex-vereador ( 2005/2008) e candidato derrotado a prefeito no último pleito, Reinaldo Aparecido da Cunha, deixou o PSB e assumiu a liderança oposicionista na presidência do PSDB. Trabalha decisivamente para ser o principal candidato do ‘grupão’ oposicionista, que conta com cinco legendas aliadas: PSB (que agora tem sua esposa Penha como presidenta), PDT (Valdelho Antonio da Silva), PT (Siderlei Campagna) e  PMDB (Némerson Flávio Ferreira).
Para quem precisa unir todas as forças antagônicas possíveis, contra a situação, para tentar mudar o comando administrativo em Palestina, o ‘grupão’ está mais rachado do que se possa imaginar. Isso porque é a facção que mais tem legendas agrupadas, mas é também a que tem mais lideranças e pretensos candidatos ao cargo principal da chapa: o de prefeito.
A oposição é também o grupo que mais tem políticos considerados ‘frutos da nova safra’, e Reinaldo Cunha terá que ter tato e comando para gerenciar as especulações da tão ambicionada formação, de alguns componentes das legendas compostas, de uma possível ‘candidatura de renovação integral’.

“RODA DE FOGO”
Justamente por se reforçar com a soma de pessoas que somam atributos de personalidade forte, histórico político, tradição familiar e ideologia política, que o ‘grupão’ terá que aprender a driblar os interesses individuais para buscar dois nomes de consenso entre os chamados ‘da antiga’, principalmente Reinaldo Cunha, Siderlei Campagna, Valdelho Silva e Némerson Ferreira, com a turma da ‘inovação’, que começa a ganhar espaço dentro do grupo, o que compreende políticos que já pré-anunciaram desejo de serem candidatos, com outros que estão sendo cotados por conta daqueles que compõem a facção, e lançam nomes de filiados (a esmo) na tentativa de bater o martelo na formação da chapa oficial da disputa.
Entre os que mostram pretensão de conseguirem a cabeça de chapa oposicionista estão o sindicalista José dos Reis Campos, que não negava até pouco tempo a vontade de ser ele o candidato principal, e Gisele Garcia Paschoeto, que vem se destacando na liderança de mobilização popular em defesa do meio ambiente, e que, dizem à boca pequena, teria admitido o desejo de ser mesmo candidata ao majoritário, e não ao legislativo.
Por conta das especulações, correm por fora os nomes de Alessandro Soares Sônego, o Lê do Posto Ipiranga, que é filiado ao PSDB, e embora tenha a seu favor o peso da tradição política dos sobrenomes Soares e Sônego, e de ser sobrinho de um ex-prefeito (Osvaldo Sônego, de 1964 a 1969), e de Marcos Antonio de Carvalho, outro com as mesmas características e um histórico semelhante. Marcão do Banespa (Santander), como é conhecido, também é de linhagem política forte, e traz o peso de ter tido no passado um avô no comando da prefeitura: Francisco Carvalho Filho (1969/ 1973). Porém, ambos garantiram à reportagem do Jornal da Região, que não são candidatos, e que as especulações foram geradas, naturalmente, por conta talvez exatamente de seus históricos e tradição familiares.

LEGENDAS NEUTRAS
Todos sabem que no final das contas as duas facções antagônicas acabarão se enfrentando: O grupo do prefeito Nicanor contra o novo PSDB de Reinaldo Cunha. Se a disputa de 2012 fosse centrada nesse ‘pega’ de situação contra oposição, com apenas dois grupos na disputa, é difícil hoje dizer se o prefeito Nicanor teria fôlego e força para abater os concorrentes. Porém, a disputa não promete se limitar à disputa simples de um grupo contra o outro, pois restam três legendas no paralelo do pleito, que podem hoje serem consideradas ‘neutras’, e que, certamente, serão alvo de futuras propostas de composição grupal: O PP (Nandão) e o PPS (Celinho), que não divulgaram se estarão ou não unidos com situação ou oposição, ou se lançarão também candidaturas próprias independentes ou unidas, e o PSC, que embora seja hoje considerado nanico, já anunciou lançamento de candidatura a prefeito e vice, e que não pode ser subjugado como insignificante justamente porque sabe articular e conta com a mídia como principal aliada, num forte trabalho de marketing político capaz de modificar a atual situação na formação dos grupos que disputarão no próximo ano as eleições municipais.
(Serginho Roncolato)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LEIA A NOTÍCIA OU A OPINIÃO E DEIXE SEU COMENTÁRIO